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Terra Blog

Categoria: Notícias do dia-a-dia

31.08.06

MATERIA NA FOLHA DE PERNAMBUCO II

31/08/2006
HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA
Estigma de que ser gay é uma espécie de loucura foi derrubado em 1990
Campilino: “Pessoa já nasce com a predisposição e o ambiente vai influenciando”
Rivânia Queiroz

Definido pela atração emocional e sexual estética por pessoas do mesmo sexo, o termo homossexual foi criado em 1869, pelo escritor e jornalista austro-húngaro Karoly Maria Kerbeny. Em 1870, um texto de Westphal, intitulado “As Sanções Sexuais Contrárias”, definiu a homossexualidade em termos psiquiátricos como um desvio sexual, uma inversão do masculino e do feminino, em suma, uma espécie de loucura. Essa é a segunda matéria da série que trata do assunto e que termina no sábado com a cobertura da Parada Gay do Recife.
Esse estigma acompanhou gerações durante décadas. Em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria, junto com outras importantes organizações mundiais de saúde, deixaram de classificar a opção sexual como uma doença. Na mesma época, foi retirada do Código Internacional de Doenças (CID). Assim, em 1990, a Assembléia-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) excluiu o homossexualismo da sua lista de doenças mentais, declarando que “a homossexualidade não constitui doença nem distúrbio e nem perversão”.
A decisão começa então a causar transformações na sociedade. Psicólogos e psicanalistas passaram a ser orientados a não colaborar com eventos e serviços que se proponham ao tratamento ou cura da homossexualidade. A discussão ganhou corpo e hoje nos consultórios médicos e terapêuticos a maioria dos profissionais encara a homossexualidade como algo que não se constitui como perturbação ou desvio do desejo sexual.
Para o psiquiatra Amaury Campilino, a homossexualidade não pode mais ser vista como uma doença ou uma preferência sexual. Segundo ele, o indivíduo não escolhe ser gay, “ele tem uma inclinação pelo mesmo sexo, que pode ser determinada por alguns fatores. Um dos mais aceitos por estudiosos é que o indivíduo já nasce com uma predisposição e que o ambiente vai influenciando no sentido de inibir ou reforçar essa tendência”, explica.
O médico também enfatiza que outras teorias na área da psiquiatria tentam explicar o comportamento homossexual. “A mais difundida entre esses profissionais é a de que uma criança que tem uma mãe controladora e um pai frágil, acaba se identificando com a figura feminina. Embora isso seja difundido, carece de um estudo mais aprofundado”, reconhece Amaury.
O médico acrescenta que é comum pais reprimirem esse desejo, ao perceberem uma inclinação do filho para a homossexualidade, o que pode causar, na sua avaliação, problemas sérios aos filhos. “A família não deve fazer pressão. Isso acaba sendo ruim para o filho, que não assume sua orientação e se transforma numa pessoa assexuada”, alerta o profissional.

31/08/2006
Religiões têm pensamentos divergentes
Rabino Amitay diz que ajuda pessoas com tendência


Baseados no livro bíblico de Gênesis, que diz: “foi Deus que fez o homem e a mulher e colocou em seu íntimo a atração sexual pelo sexo oposto”, muitos religiosos consideram os gays “contrários à natureza” e “obscenos” e condenam explicitamente tanto a homossexualidade masculina, quanto a feminina. No entanto, algumas religiões encaram a questão de forma mais branda e até realizam cerimônias de matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.
A Igreja Anglicana é uma das que está dividida sobre o assunto. Uma corrente é totalmente contrária à aceitação da homossexualidade e outra, mais moderada, considera que as pessoas têm o direito à livre orientação sexual, realizando, inclusive, o matrimônio entre “os iguais”.
De acordo com o bispo anglicano da Diocese do Recife, Robinson Cavalcanti, há uma resolução deliberada em 1998, durante a reunião mundial de bispos, chamada de Conferência de Cambth, na qual foram tirados alguns princípios: a igreja reconhece que há pessoas com inclinação à homossexualidade, esses devem ser acolhidos e apoiados em sua caminhada espiritual; a igreja também condena a homofobia ou qualquer outra forma de violência contra o homossexual. Apesar da compreensão, eles consideram a prática incompatível com o ensino sagrado.
“Essa resolução gerou uma grave crise entre os evangélicos que resultou numa divisão da igreja. O movimento contrário à resolução é liderado pela igreja Anglicana localizada nos Estados Unidos, que não concorda com esses termos”, explicou o bispo, acrescentando: “no Brasil a igreja está dividida. A chefia nacional acompanha a mesma visão da americana”. Já em Pernambuco, os religiosos estão de acordo com a resolução.

JUDAÍSMO

Na lei judaica cada pessoa tem o direito ao livre arbítrio. Isso não significa que os judeus são favoráveis à homossexualidade. “Deus criou o mundo com uma sistemática: o relacionamento entre um homem e uma mulher. Pensar o contrário, é fora do natural, do ideal”, afirma o rabino da comunidade judaica do Recife, Avraham Amitay. Segundo ele, o judaísmo orienta os seus fiéis a se comportarem melhor diante de uma situação homossexual. “O judaísmo abre o caminho para que a pessoa com tendência possa ser ajudada”. Ele ainda informou que existe um instituto em Israel criado para jovens e adultos que se sentem diferentes, que têm inclinações por pessoas do mesmo sexo.
O padre José Edvaldo Gomes, da paróquia de Casa Forte, diz que a orientação da religião é apenas de respeito aos homossexuais. A igreja se coloca contrária a qualquer forma de violência, independentemente da orientação sexual da pessoa. Porém, considera a prática um pecado. “Vemos como um desvio de comportamento. Agora, o julgamento dessas pessoas só Deus pode fazer”.

31/08/2006
Ser gay não só tem uma causa


Há uma enorme controvérsia sobre a questão da homossexualidade. Há quem diga que se trata de fatores resultantes da educação, do meio ambiente em que a pessoa é criada ou até mesmo de fatores genéticos. No entanto, há uma concordância: não há uma única causa quanto ao que determina a orientação sexual de uma pessoa.
Estudiosos americanos fizeram experiências em laboratórios da Califórnia com ratos e seres humanos. Fêmeas receberam testosterona (hormônio sexual masculino) ainda em fase intra-uterina. Foi observado que, desde a primeira fase da vida, elas tinham um comportamento masculino, como gostos, brincadeiras mais agressivas, além de sentirem-se mais atraídas por fêmeas. Outros estudos do meio científico americano sustentam a tese de que a homossexualidade tem determinação genética.
São diversas tentativas para explicar a homossexualidade. Porém, todas as teses levantadas até agora são complexas e merecedoras de aprofundamento. É o que diz o professor adjunto e geneticista da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luiz Maurício da Silva. “Desconheço que exista um gene da homossexualidade. Também não acredito que a pessoa já nasce homossexual. Até agora não foi comprovada nenhuma dessas argumentações. Tudo não passa de especulações”.
Na sua opinião, a preferência do indivíduo é algo que ele próprio define. Não é uma obrigatoriedade biológica. O geneticista também argumenta que existem vários fatores que podem desencadear o desejo de um indivíduo por outro do mesmo sexo. “Se você é um macho e tem pouca rejeição por outro, significa que você aceita a homossexualidade. Agora, se você tem uma forte rejeição, então dificilmente você terá uma atração pelo mesmo sexo”, considera.


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MATÉRIA ESPECIAL NA FOLHA DE PERNAMBUCO I

A Folha de Pernambuco está fazendo uma reportagem sobre a homossexualidade e bem interessante. Mas após a Parada, por haver mais um tempinho para escrever, faremos algumas reflexões sobre o que foi publicado no dia 30/08/2006 da Pesquisa realizada que encontraram números que não é a nossa realidade.

Só para ter uma idéia, essa pesquisa "verificou que 82% dos entrevistados declararam que a convivência entre pessoas do mesmo sexo não traz problemas de relacionamento, seja no trabalho, na escola ou na família" ou ainda "questionados se a homossexualidade é um desvio de conduta, 80% dos três mil entrevistados responderam que não".

Esses números deixa uma dúvida da metodologia, onde pesquisaram, classe social, econômica, empresa que pesquisou, idoneidade.

Esse "mundo cor de rosa" figurado na pesquisa é bem diferente do que vivemos no dia-a-dia quando muitos "não tem nada contra nós, homossexuais" mas não gostariam de ter um filho estudando com um homossexual ou ainda ter um filho, irmão, tio, mãe, pai ou parente homossexual. Mas não tem nada contra(?).

Vale a pena fazer a leitura e comparar o que se fala, inclusive sobre o que pensam os evangélicos e na matéria de 31 um rabino colocar seu posicionamento bem conservador, comparado aos dados da pesquisa.

BOA LEITURA

30/08/2006
INTOLERÂNCIA NA LONA
Estudo revela que Pernambuco é um dos que têm o menor índice de preconceito do País
Rivânia Queiroz

Homossexualidade. Recorrendo ao dicionário Aurélio da Língua Portuguesa encontramos homossexual como relativo à afinidade, atração e/ou comportamento sexual entre indivíduos do mesmo sexo. No entanto, essa palavra é originária do século XIX, a partir do grego homo (igual) e do latim sexus. A expressão, embora ainda seja vista por muitos como algo distante e fora dos padrões convencionais, tem ganhado visibilidade.
Uma pesquisa nacional de opinião pública divulgada esta semana sobre Cidadania e Sexualidade revela que os brasileiros estão mudando a visão sobre o tema. Dados colhidos nas cinco regiões do País mostram que a intolerância ao homossexual diminuiu. Segundo a amostragem solicitada pelo grupo Arco-Íris, do Rio de Janeiro, ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), em julho de 2006, as duas regiões que apresentaram o menor índice de rejeição foram Sudeste, como o Rio de Janeiro encabeçando a pesquisa (11,5%) e Nordeste, representada por Pernambuco (19,7%). Já a que demonstrou o maior percentual de preconceito foi a região Norte (21%). Com base nesse estudo, a Folha de Pernambuco inicia hoje uma série de reportagens que termina no sábado com a cobertura da Parada Gay do Recife.
“A pesquisa é muito positiva. Ela mostra que o brasileiro está respeitando a diversidade humana. Por muito tempo a sociedade discriminou, tratou o assunto como desvio de conduta. Hoje, começamos a notar que há realmente uma mudança em relação ao assunto”, diz Cláudio Nascimento, coordenador de Políticas Públicas do Grupo Arco-íris e secretário de Direitos Humanos da Associação Brasileira dos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais.
O estudo também verificou que 82% dos entrevistados declararam que a convivência entre pessoas do mesmo sexo não traz problemas de relacionamento, seja no trabalho, na escola ou na família. Já quando questionados se a homossexualidade é um desvio de conduta, 80% dos três mil entrevistados responderam que não. Para eles, ao assumirem sua sexualidade, os homossexuais estão exercendo o direito à sua liberdade.
A pesquisa ainda constata que 54% das pessoas disseram que a discriminação deve ser considerada crime, assim como o racismo. Essa posição é compartilhada entre homens e mulheres. Quando cruzada com a idade, a aprovação aumenta entre os mais jovens. Outro dado que chama atenção no estudo são as respostas ligadas às instituições religiosas. Cem por cento dos judeus, agnósticos e ecumênicos são favoráveis ao tema. Católicos e evangélicos estão divididos, com 56% e 46%, respectivamente.

30/08/2006
Gays já não são mais rejeitados entre parentes
Joel falou da sua opção sexual para familiares aos 19 anos


Aceitar a homossexualidade de um filho ou de uma filha, por muitos anos, foi algo difícil para a maioria dos pais. Hoje, no entanto, esse sentimento começa a ser extinguido. A própria pesquisa mostra que se declarar homossexual em casa não significa mais correr o risco da rejeição. “Encaro como uma coisa normal, algo que pode acontecer em qualquer família. O carinho que tenho pelas minhas duas filhas (homossexuais) não é menor que o das outras duas (heterossexuais)”, confessa a aposentada Maria (nome fictício), 69 anos.
Ela conta que há cinco anos descobriu que a filha caçula era gay. Na época, chegou a pensar que se tratava de más influências de alguns colegas. A surpresa, no entanto, não foi maior quando, após duas semanas, soube da outra filha. “Nunca pensei em desprezar minhas duas filhas, ou me afastar delas. Muito pelo contrário. Fui atrás de entender sobre o assunto. Vi que não se tratava de influências, de doença ou coisa parecida. Hoje, eu só quero que elas sejam felizes”.
A aceitação e o respeito que a aposentada tem às filhas está em consonância com a opinião de 54% dos entrevistados da pesquisa mencionada. Ao procurar saber qual seria a reação deles se um parente próximo (irmão, irmã, filho ou primos) revelasse sua homossexualidade, verificou-se que a grande maioria, 94% respeitariam. Entre esse público, 54% não apenas respeitariam como também apoiariam esse parente. Apenas 2% responderam que não respeitariam e 3% não saberiam como reagir.
“A primeira pessoa que contei foi para a minha mãe. Na época, ela disse que já sabia, mas preferia imaginar que estava no mundo do faz de conta. Era mais fácil para ela”, comenta o empresário Joel Siqueira de Oliveira, 41 anos. Ele acrescenta que hoje os seus pais e irmãos não só aceitam, como participam da sua vida.
Para o empresário, no passado só quem tinha coragem de assumir sua orientação sexual eram os gays mais afeminados. “Então, a sociedade criou a idéia de que o gay era o homem que se vestia de mulher, ou seja, o travesti. Nos dias atuais, isso vem mudando e a sociedade percebendo que o homossexual é uma pessoa normal como qualquer outra”.

30/08/2006
Prática era comum na antigüidade


A expressão homossexual pode até ser desconhecida de algumas civilizações antigas, o que não significa dizer que a prática era inexistente. A história conta que, na Grécia Antiga, o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo era algo comum e aceitável. Essa relação, que hoje é denominada de homossexualidade, era quase sempre orientada para finalidades específicas. Na região de Atenas, a pederastia (contato sexual entre um homem e um outro bem mais jovem) visava a formação sexual ou intelectual da pessoa mais nova.
Já em Esparta, além da pederastia, a relação entre homens era estimulada no Exército e tinha por objetivo tornar o combatente mais forte. Os comandantes achavam que um amante, além de lutar, jamais abandonaria outro amante no campo de batalha. O Batalhão Sagrado de Tebas, por exemplo, famoso por suas vitórias, era formado totalmente por pares homossexuais.
A homossexualidade feminina também esteve presente na história da Grécia Antiga. É da antigüidade grega que se vem o termo lésbica. Lesbos era o nome da ilha onde viveu a famosa poetisa Safo. Outras personalidades da antigüidade também são conhecidas por terem se relacionado com pessoas do mesmo sexo, como Zeus, o deus grego, que levou o seu amante para o Olimpo. Teseu seduziu não apenas as donzelas no labirinto, mas também os “monstros”. Por fim, os filósofos Sócrates e Platão tiveram envolvimentos pederastas.

 

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25.08.06

LEÕES NA IMPRENSA - JORNAL DO COMMERCIO

JC Nas Ruas
Claudia Parente

Cara a cara
A ONG Leões do Norte está organizando um debate dos três principais candidatos ao Governo de Pernambuco com homossexuais, mediado por jornalistas. A data já está marcada. Será no dia 13 de setembro em local ainda não definido. A comunidade gay quer saber o que pode esperar de cada um.

Dia a Dia
Orismar Rodrigues e Roberta Jungmann

Maria do Céu vibrando
Eduardo Campos e Humberto Costa confirmaram participação no debate gay, dia 13 de setembro, às 19h, na Metrópole, coordenado pela ONG Leão do Norte. Aliás, o vice de Mendonça Filho, Evandro Avelar, confirmou presença na Parada Gay do Recife, dia 1º de setembro. Em tempo: o desfile gay do Agreste será amanhã, em Caruaru.
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LEÕES NA IMPRENSA

PRESENÇA

A empresária Maria do Céu, da Metrópole, que já foi Miss Caruaru, volta à Capital do Agreste, amanhã, como madrinha da 1ª Parada Gay da cidade, organizada pelos grupos Expessão de Bezerros e Leões do Norte. O evento tem apoio da Secretaria de Cultura de Caruaru e vai contar com trio animado por Nani Mell. Movimenta caravanas de Bezerros, Surubim, Palmares, Água Preta, Cabo, Gravatá e Recife.
ALIÁS,

Está de parabéns a Secretaria de Cultura de Caruaru, pela postura diante da causa. Enfim, todas as regiões pernambucanas estão mostrando que avançam na questão da quebra de preconceitos.
ASSUNTO

Os três principais candidatos ao Governo de Pernambuco confirmaram participação em sabatina com o segmento homossexual do Estado, sob comando da ONG Leões do Norte. O encontro está marcado para o dia 13, na Metrópole. Mendonça Filho apresentará suas propostas das 19h às 20h, Eduardo Campos, das 20h às 21h, e Humberto Costa, das 21h às 22h. A ONG vai convidar seis entidades e três jornalistas para formular perguntas.


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  • Postado em 09:37:09

17.05.06

PROJETO AGUARDA VOTAÇÃO

O projeto de lei 5.003/01 está na pauta de votação do Plenário da Câmara dos Deputados há três semanas. De autoria da deputada Iara Bernardi (PT-SP), o projeto torna crime a discriminação por conta da orientação sexual das pessoas, a exemplo do que já acontece com o preconceito racial. Se for aprovada pelos 513 membros da Casa, a matéria será o primeiro grande passo para combater, de forma sistemática, a homofobia no Brasil, segundo a avaliação dos ativistas do segmento GLTB.

Apesar da espera pela votação, a autora do projeto demonstra confiança. “Há um clima de respeito e compromisso com a causa. Todo o processo foi debatido com a sociedade, por meio de seminários e consultas, inclusive nas comissões internas da Câmara. Isso faz com que a discussão do tema amadureça dentro do Parlamento”, avalia Iara Bernardi, que coordena a Frente Parlamentar Pela Livre Expressão Sexual, grupo suprapartidário que reúne 85 deputados e nove senadores.

A deputada espera que o projeto de lei seja votado nesta quarta-feira, 17 de maio. A pauta de votação da Câmara está trancada por cinco medidas provisórias, que têm prioridade na apreciação. Só depois que essas matérias forem examinadas é que a votação dos projetos de lei poderá seguir normalmente no Plenário. Segundo informou Bernardi, um requerimento de urgência, assinado por seu colega Rodrigo Maia (PFL-RJ), fará com que o PL 5.003/01 tenha preferência na avaliação, quando a pauta da Casa estiver liberada.

Apoio – No início de abril, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), recebeu um grupo de 30 representantes do movimento GLTB e se comprometeu a colocar a matéria em votação, se a Frente Parlamentar conseguisse o apoio dos líderes dos partidos. De acordo com a deputada Iara Bernardi, todos os líderes partidários e mais 90 parlamentares apoiaram a proposta de criminalização da homofobia.

Em março deste ano, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros conseguiu que líderes de nove partidos (PT, P-Sol, PCdoB, PV, PFL, PL, PMDB, PPS e PSDB) assinassem requerimento pedindo a inclusão do projeto na pauta do Plenário. "Essa é uma grande vitória. O movimento [GLTB] quer que a Constituição Federal e a legislação brasileira sejam adaptadas para impedir a discriminação por orientação sexual e de gênero”, resumiu, à época, Iara Bernardi, em depoimento à Agência Câmara.

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