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Ó Ministério Público de Pernambuco-MPPE enviou NOTIFICAÇÃO, para Weligton Medeiros, autor da representação em nome do Leões do Norte, que denunciou a Igreja envolvida em práticas discriminatórias contra homossexuais, nos meses de março e abril.
A notificação é andamento da primeira audiência acontecida em 5 de maio. Esse é o primeira caso denunciado na Justiça para impedir que a nossa dignidade seja ferida em cultos religiosos, promovido em via pública utilizando carro de som.
O nosso protesto contra o ato de homofobia aconteceram em todos os culto, inclusive com a tentativa de policiais militares em reprimir nosso ato com retirada de nosso carro de som, o que não permitimos até a igreja respeitar nossa dignidade.
Após reunião realizado no dia 17 de maio às 14 horas, com a Administração do Terminal de Integrado de Passageiros-TIP e policiais militares sobre incidente acontecido no dia 28 de abril envolvendo militantes homossexuais pernambucanos, Letícia e Larissa de Caruaru e Adonias de Bezerros ficou acertado que as travestis poderão usar o banheiro feminino.
Antes de usar o banheiro, a travesti deverá procurar funcionária para poder garantir esse direito. O fato de usar um banheiro não é capricho, mas segurança, pois as travestis são agredidas em banheiros masculinos.
Mais uma conquista do movimento homossexual após fazer a denúncia e exigir que sejamos tratados com respeito.
O episódio que envolveu as igrejas Cristo Vive e Missionária a Voz de Deus ainda não está encerrada. Na ocasião da audiência, no dia 5 de maio, ficou acordado que desde aquele momento não se repetiria o culto no formato existente, com carro de som na rua - o que está sendo cumprido e o Promotor de Justiça Dr José Edvaldo esteve três vezes no local para verificar o ajustamento de conduta firmado pelos representantes das igrejas perante os grupos GLBT e os promotores, no Ministério Público de Pernambuco-MPPE.
Nós, do Leões que denunciamos no MPPE, entregamos nossa proposta de RETRATAÇÃO que será publicado pelos denunciados, e ficamos no aguardo de nova audiência para que as partes envolvidas possam tentar chegar a um acordo, desde que a RETRATAÇÃO seja cumprida pelos infratores ao cometer ato de homofobia.
Teremos notícias, em breve, sobre nova audiência.
Publicano no site do Grupo Gay de Alagoas-GGAL
VIOLÊNCIA
A Trajetória do GGAL, é marcada pela reivindicação de não violência para gays, lésbicas e travestis. Não violência em todos os sentidos seja física ou não. A violência física já fez dezenas de vítimas em Alagoas. A morte brutal do vereador Renildo dos Santos e a série de espancamentos e assassinatos ocorridos em Alagoas de 1961 à 2000, mostra a situação de violência de forma a ultrajar o mundo.
O CASO RENILDO SANTOS
Em 20 de Janeiro de 1993, Renildo José dos Santos, 26 anos, vereador eleito no município de Coqueiro Seco, Estado de Alagoas, Brasil, assumiu-se bissexual numa entrevista na Rádio Gazeta de Alagoas. Acusado pôr seus pares de faltar ao decoro parlamentar, foi suspenso pôr tempo indeterminado de suas funções pela Câmara Municipal. Sentindo-se ameaçado pôr seus inimigos políticos enviou oficio a Secretária de Segurança Publica de Alagoas solicitando proteção de vida.
Lideres do movimento homossexual, tentaram a transferencia do vereador para o sul do país, planejando também a obtenção de asilo político.
Infelizmente, tais esforços não vieram à tempo. Na madrugada de 10 de março de 1993, Renildo foi arrancado de sua casa e seqüestrado pôr quatro policiais e inimigos políticos. Levado para local ermo, Renildo foi vítima de uma das mais cruéis seções de tortura. Após ser violentamente espancado, teve suas orelhas, nariz e língua decepados; as unhas arrancadas e depois cortados os dedos; as pernas quebradas; foi castrado e teve o anus empalado; levou tiros nos dois olhos e ouvidos , e para dificultar o reconhecimento do cadáver, atearam fogo em seu corpo, degolaram-lhe a cabeça e a jogaram dentro de um rio. O Caso do Renildo continua impune.
Fonte: Grupo Gay de Alagoas